Setembro 4, 2008...4:29 am

A Imprensa implantada sob as rédeas do governo. Pior que isso, só o modelo de responsabilidade de informação da minha universidade.

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Este é um artigo que fiz em junho deste ano e que corresponde à disciplina de História da Imprensa do meu curso de Jornalismo na Unama (Universidade da Amazônia), que aliás não se sabe até agora o que realmente está acontecendo nesta bendita instituição, no que diz respeito à greve, renuncia do reitor ou seja lá o que for que está se passando na casa, mas isso já é um gancho para outro post…Sim, isto é um prólogo de um desabafo. No entanto, sigo para o assunto que realmente será abordado hoje.

Entrave estatal na comunicação

A herança maldita deixada pelos portugueses de manifestar um descaso na imprensa parece surtir efeito no governo atual do país, pelo menos este seria um dos motivos encontrados para justificar a interferência e distorção do que seria a primeira emissora de TV pública do Brasil, a TV BRASIL.

Será radical demais pensar que uma intervenção estatal numa emissora de TV é uma forma de inibir críticas ao próprio governo, se for o caso? Muitas perguntas ficam no ar com um assunto em que cada dia ganha uma discussão diferente, pois cada vez mais o conceito de um canal, estação, site ou qualquer outro veículo de comunicação o qual tenha a idéia inicial de servir como ferramenta de utilização de esfera pública é na verdade mais uma manobra ou válvula de escape para que o estado a utilize como ação paliativa ou até mesmo para uma autopromoção de sua gestão, já que se discute muito e é considerado um sintoma de desenvolvimento um país que utiliza a mídia como uma janela para a sociedade, sem intervenção privada para divulgação de merchandising e sim para fóruns de discussões de assuntos com relevância de fato social.

Por que, ao invés do governo federal, a nova TV pública não poderia ser gerida pelo Congresso Nacional, como acontece nos países parlamentaristas da Europa? Assim, todas as correntes políticas seriam contempladas, não seria a “TV do presidente”. Afinal, o Congresso já administra a TV Câmara e a TV Senado, que, ao que parece, vão muito bem. Há de se ter compromisso com a ética na hora de lutar contra o atrelamento das emissoras ao estado, um eficaz de verdade e diferente deste que é contra a propaganda exarcebada nas TV’s privadas e que entopem os horários dos programas “caseiros” das tardes nos dias de semana, pois se eles funcionassem não teríamos que ver tantas vezes a famosa propaganda da câmera digital, por exemplo.

tvlula

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O impacto que esse modelo (ainda não exatamente definido em termos práticos) teria nas regiões estaduais faz pensar o tamanho do abacaxi que o Fórum e o Governo têm para descascar. Por isso a sociedade precisa, de alguma forma, afirmar seu desejo de ter uma TV pública de qualidade, e tirá-la definitivamente da ante sala da mídia televisiva e do gabinete dos governos.

O que se espera de verdade, principalmente da nova geração de formadores de opinião e da cúpula jurídica de compromisso, são mecanismos para resolução destes empecilhos administrativos que devem ser analisados no que diz respeito a quem fica a frente dessas TV’s, haja vista que a liberdade de imprensa como ferramenta de ação democrática é um bem precioso que deve ser mantido sempre como prioridade neste meio.

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