Setembro 8, 2008...1:27 am

Mídia 200 Anos – Do Impresso à Internet

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Este foi o tema da semana da comunicação deste ano na Universidade da Amazônia e o artigo foi feito para a disciplina História da Imprensa 2º NI.

 

 

            Este ano a mídia, ou melhor, a imprensa propriamente dita comemora 200 anos de existência no Brasil. Para alguns pode parecer muito tempo, mas em relação ao restante do mundo ocidental a invenção de Gutemberg nas terras brasileiras estava com um atraso de exatos três séculos.

            O principal motivo deste atraso foi o sistemático domínio da coroa portuguesa que junto com a Igreja Católica mantiveram a colônia sob as rédeas da violência e submissão intelectual. A falta de uma consciência econômica capitalista também foi determinante.

            Nas Américas, as colônias espanholas e norte-americanas já conheciam as atividades da imprensa. Esta atividade a época tinha um caráter quase que exclusivamente capitalista e o Brasil se tratava de uma colônia escravocrata com a maioria da população basicamente analfabeta e rural o que inviabilizava a reprodução da técnica.

            A partir da chegada da família real portuguesa que desembarcava no Rio de Janeiro no dia 24 de março de 1808, fugida das investidas napoleônicas, a história da prensa no Brasil começaria a mudar, não que as atividades fossem nulas, sim até existiam, só que de forma, como não poderia deixar de ser, clandestina.

            Com a chegada de Dom João VI, Carlota Joaquina e companhia ao “Quinto dos Infernos” também aportou a modernidade tão sonhada e junto com ela novas formas de pensar e construir o conhecimento em que fazer parte do mundo moderno era saber ler, escrever e estar informado, com a lógica de dominar a imprensa.

            Esta imprensa se desenvolveu com Hipólito José da Costa, disseminador de idéias e questionador de rumos políticos, que criou o jornal Correio Braziliense em 1º de junho de 1808 em Londres. Este jornal pôs a colônia em contato com as notícias do mundo, inclusive o processo de independência das outras colônias americanas.

            Já o príncipe regente, longe da caricata figura do bonachão que a estória insiste em representar, foi o responsável pela implantação da imprensa oficial no país. É com a família Real que chegam os primeiros livros e uma tipografia completa. Em 13 de maio de 1808 D. João VI cria a Imprensa Régia.

            Este foi o primeiro passo que trouxera ao país a possibilidade de criação de muitos outros jornais e impressos nos anos seguintes. A Gazeta do Rio de Janeiro, O Patriota, O Bem da Ordem, O Conciliador do Reino, O Espelho, A Malagueta, O Macaco Brasileiro e o Papagaio foram alguns dos impressos que se comportavam com o propósito de manter a ordem política vigente ou contestá-la.

            Com os movimentos do final do século XIX, abolicionismo e republicanismos, inúmeros foram os jornais que seguiram a mesma linha. Segundo o texto história profissionalizada de João do Rio “A imprensa que anuncia a república iniciou morna, senão temerosa”.

            Em meio ao impresso e ainda durante a república velha surge o Rádio, em 1922, quando ocorreu a primeira transmissão, um ano depois surge a rádio Sociedade do Rio de Janeiro – PRA-A que foi a primeira estação a transmitir regularmente.

            Nestes anos da década de 1920 as ondas do rádio serviram sobre tudo para divertir, mas a partir dos anos 1930 surge o que se convencionou chamar de A Era do Rádio, agora entretenimento e informação seguem juntos.

            Os anos 50 são o do inicio e aprimoramento do principal veículo de integração brasileiro é a televisão que chega com força total. A TV Tupi de São Paulo é inaugurada e aqui se faz basicamente o que se fazia no rádio agora com o predomínio da imagem.

            Por quarenta anos a TV reinou absoluta nos lares brasileiros, a companhia dos jornais e revistas era para poucos e o rádio servia mais para o entretenimento. Na década de 90 um apetrecho da guerra fria se torna acessível aos centros de comunicação e logo aos lares de centenas de brasileiros, é a Internet.

            A Web, como também é chamada, ficou conhecida no Brasil a partir de 1995, não pela velocidade de conexão ou por meio dos meios de comunicação, mas sim pela telenovela “Explode Coração” escrita por Glória Perez com direção de Dennis Carvalho que inovou e usou a novidade como tema. Hoje a internet está presente nas casas, nas escolas, nas empresas, instituições e principalmente nas redações dos jornais, revistas, rádios e televisões do país auxiliando na produção de pautas e no fluxo de informações a principal marca do fenômeno da globalização.        

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